sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A IGREJA E A AÇÃO SOCIAL


Um exame cuidadoso das Escri­turas Sagradas nos faz enten­der que a admi­nistração pública é um assunto intei­ramente ligado aos ensinos bíblicos. De fato, o Pentateuco (Os cinco pri­meiros livras da Bíblia, escritos por Moisés) é uma constituição de Esta­do. O Pentateuco, por muitos anos, foi para a nação israelita o que a nossa constituição é para nós. Ain­da hoje, princípios éticos, morais e religiosos contidos na Bíblia são ob­servados pelo governo israelense. Exemplo disso é a observância do dia de descanso conforme Moisés escreveu.
Queiramos ou não, o povo brasileiro tem uma ligação muitíssimo grande com a Bíblia Sagrada e com o povo que recebeu do Céu o Texto Sagra­do, o povo judeu. Como cristãos autênticos, preci­samos aplicar os princípios bíblicos em tudo que se relaciona à governa­bilidade de nossa Nação. Sabemos que se um povo for governado sob os ditames bíblicos, os fatos rela­cionados à saúde, educação, segu­rança e moradia com dignidade dei­xam de ser problemas. As normas bíblicas, quando seguidas, eliminam toda corrupção, contrafação, adul­teração e falsificação que grande mal faz aos nossos co­fres públicos. Para que se cumpra plenamente os ensinos inseridos na páginas sagradas da Bíblia é necessário que os corações de quem se propõe a governar sob a orientação divina sejam conforme o  coração  de Deus. O que nem  sempre acontece.
Infelizmente, parece haver um vírus de corrupção nas pessoas. Quando se fala em uma ação social, e a pos­sibilidade de algum dinheiro público ser aplicado em uma frente de traba­lho, com raras e honrosas exceções, surge a indagação ou a insinuação: “Quanto vai para o meu bolso?” Isso não é apenas uma vergonha. É uma abominação, uma demonstração de total desrespeito com Deus, pois é Ele que dá autoridade aos homens. Os sacerdotes de Deus, (pastores evangélicos) têm o dever de morali­zar esta situação. Se alguns dentre os servos de Deus, colocados no po­der, desviaram dos princípios éticos, morais e espirituais que amamos e defendemos, e assim, geraram man­chas no bom nome dos evangélicos, há também os fiéis.
Aos que desviaram da verdade e dos bons princípios, não podemos tratá-los como gostaríamos que fossem. Na hora do voto, temos de tratá-los como realmente são. Precisamos agir de tal forma que aqueles que não professam a nossa fé vejam nossos bons exemplos e então queiram co­nhecer melhor ao Senhor que servi­mos.
Nosso País precisa ser dirigido sob a bênção e o temor do Senhor. Para isso é necessário que os ministros do Evangelho tomem posição firme quanto a estar pronto a servir ao Senhor, servindo aos nossos seme­lhantes, servindo a Pátria, servindo ao povo.
As Igrejas Evangélicas prestam um relevante serviço social, porém afir­mamos que não basta que façamos um trabalho social, precisamos tam­bém documentar estas ações e en­tão torná-las reconhecidas perante a opinião publica e o governo. Todos os líderes evangélicos que executam qualquer ação social devem registrar uma ASSOCIAÇÃO ou OSCIP, e devi­damente documentados reivindicar seus direitos de ajudar a administrar os recursos públicos em prol do nos­so povo sofrido. A propósito, a Bíblia nos ensina que devemos fazer obras sócias tanto quanto pregar o Evangelho. Vejam o comportamento da Igreja Neotestamentária: 
“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.”
(Atos 6:1-3)

Paulo, o Apóstolo, recebeu orientação dos líderes Pedro Tiago e João, de que não se esquecesse dos pobres. O Apóstolo afirma que foi obediente à essa orientação.
 “E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.”
(Gálatas 2:9-10)
Entendemos que fazer obra social é uma forma de atrair bênçãos sobre a igreja do Senhor, veja o que diz Santa Palavra: “Ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício.” (Provérbios 19:17)
O TEMPO É AGORA E ESTE
É O MOMENTO!
Pr. Aquim Mendonça

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